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domingo, 3 de outubro de 2010

Eólicas pagam recuperação da vila de Torre de Moncorvo

A Câmara de Moncorvo aguarda a instalação do maior parque eólico transmontano para fazer investimentos na vila, que passa pela recuperação e criação de novos equipamentos, entre os quais um Centro de Artes e Eventos e a regeneração urbana da vila.

O maior parque eólico do Nordeste Transmontano vai ser instalado no concelho de Torre de Moncorvo. O prazo para a consulta pública ao documento do Estudo de Impacte Ambiental terminou esta semana.

O projecto prevê a instalação de torres em várias freguesias, nomeadamente em Felgar e Felgueiras. O presidente da Câmara, Aires Ferreira, considera que se trata de “um grande investimento” que poderá beneficiar o concelho e até financiar novos equipamentos, nomeadamente a construção de um pavilhão multiusos, para funcionar como Centro de Artes e Eventos. “Parte desse equipamento poderá ser custeado pelas contrapartidas das eólicas, vamos aguardar a conclusão do processo- a fase de consulta ambiental chegou ao fim- porque também é importante para a viabilização do Centro de Artes e Eventos”, explicou o edil.

O parque eólico é aguardado no concelho por se tratar de um investimento avultado, por ter uma potência superior aos 50 MW. Sobre a mesa estão duas hipóteses, uma prevê a instalação de 29 aerogeradores e a outra 27. Para o município, representa um negócio com a perspectiva de arrecadar milhões de euros.

“Se o projecto for aprovado em 2012 garantirá financiamento para várias obras, onde se incliu a do Centro de Artes e Eventos”, referiu o autarca. Em 2008, a Câmara de Moncorvo lançou um concurso para a exploração de 50MW de potência, desde então o processo tem estado em marcha, mas já tem alguns meses de atraso.

A construção do Centro de Artes e Eventos está incluída numa mega operação de regeneração urbana na vila de Moncorvo, designada “Viver Moncorvo”, já com vários financiamentos aprovados, com várias operações individuais, cujos contratos foram assinados ontem como a Comissão de Coordenação e Desenvoloviento do Norte. Para além da requalificação de ruas e largos está também prevista a criação de dois novos espaços museológicos, o Museu de Arte Sacra na Igreja da Misericórdia e o Museu do Castelo.

Jornal de Notícias
2010-10-01

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vinha Biológica no Vale da Vilariça (Torre de Moncorvo)


A Symington Family Estates é produtora de Vinho do Porto e Douro DOC nas 25 propriedades que possui na região demarcada do Douro. São cerca de 2000 hectares de propriedades e 900 hectares de vinha. Mais de 95% do negócio da empresa é centrado na exportação para 120 mercados internacionais. Depois do sucesso alçançado nos Estados Unidos da América, a empresa pretende estender a sua área de negócio aos países de leste, mais concretamente à Rússia e à Polónia.

Apesar dos mais de 350 anos de actividade na produção de Vinho do Porto e das 13 gerações da família envolvidas, a Symington pretende inovar e desenvolver nichos de mercado adaptados à nova realidade mundial, nomeadamente com preocupações ambientais. A empresa tem vindo a aumentar a área de vinha biológica na região duriense que se situa já em 150 hectares. Actualmente, é considerada a maior área de vinha biológica plantada no nosso país. Está localizada no Vale da Vilariça, perto de Torre de Moncorvo.

O clima do Vale da Vilariça, situada nas margens do rio Sabor, e a sua orografia plana, solo profundo e clima seco e quente, revelaram-se importantes para o desenvolvimento da viticultura biológica nesta zona do interior transmontano. A área de vinha biológica devide-se por 3 quintas todas elas com castas tintas: a Quinta do Ataíde (100 hectares), a Quinta de Assares ( 30 hectares) e a Quinta da Canada (20 hectares). A responsabilidade técnica está a cargo do Engº Alexandre Mariz, natural de Carrazeda de Ansiães.

O "Altano Organic Farming Douro tinto 2007" agora lançado revela um vinho que conseguiu ganhar a aposta neste tipo de prática cultural. A partir da vindima de 2010 toda a área terá completado os 5 anos de certificação e poderá iniciar-se a produção em grande quantidade de uvas biológicas. Esta opção vem assim desmistificar, de alguma forma, o facto de alguns operadores pensarem que este tipo de agricultura só poder ser possível em áreas pequenas, em locais isolados...

sábado, 31 de janeiro de 2009

Fado Moncorvense



Desfrutem

Torre de Moncorvo



Um convite para que os meus amigos ducarassas me proporcionem o prazer da vossa visita à minha modesta mas simpática terra.

Moncorvo Digital



Podemos estar quase no fim do mundo, mas somos pioneiros na forma como partilhamos a Internet.

Já agora não deixem de visitar www.moncorvo.tv

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Mariza no Barbican

Há uns tempos atrás fomos ver a Mariza. Ela actuou no Barbican no âmbito do Festival Atlantic Waves. É um festival que promove a musica portuguesa e lusófona, que trouxe outros artistas de nomes igualmente importantes, tais como o Rodrigo Leão, a Mafalda Arnauth, entre outros.


Eu já gostava da artista em causa, ao contrário de muita boa gente "alforrequiana", mas devo dizer que o espectáculo dela me surpreendeu pela positiva. Embora de ar distante, soube promover alguma intimidade com o público. Foi dialogante, boa faladora da língua de sua majestade e brindou-nos com um humor saboroso.
E brindou-nos com uma sonoridade que ora foge, ora reencontra o puro fado. Tristeza e alegria, harmonia constante. E a percussão foi um espectáculo dentro de outro espectáculo. Bem como o viola portuguesa (de apenas 19 anos...)


No fim do espectáculo, subscrevo a afirmação:

'When Mariza sings, time stands still. Every word is sung with intense concentration, every note hit flawlessly. When she pauses for dramatic effect, we are all with her.' Charlie Gillett, BBC Radio 3.


A fama da Mariza por estas bandas é tão assinalável que os cartazes do seu espectáculo em Londres, fizeram sucesso entre os ladrões de cartazes do metro da capital inglesa.


Deixo uma última palavra para o Barbican. É um espaço de cultura já com alguns anos mas não deixa de ser grandioso. Pelo que me apercebi, tem vários tipos de espectáculos (concertos, teatro, por aí fora) e espaços de restauração na zona exterior. Bem agradável.
Até ao próximo cartaz cultural!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Torre de Moncorvo




Lembrar a terra do ferro
Talhada no Reboredo
Onde ecoa o teu berro
De gente simples sem medo

Nome da antiguidade
De que tens todo um saber
Moncorvo tens na verdade
A essência do teu ser

Entre o Douro e o Sabor
Vinhas com alma d'artista
São a alegria e a dor
Do suor que as conquista

Na tua história altaneira
Povoada de valores
Do interior és bandeira
És paleta de sabores

Um branco que te enaltece
De amendoeiras em flor
Um verde que oferece
A oliva ao seu autor

Nome da antiguidade
De que tens todo um saber
Moncorvo tens na verdade
A essência do teu ser

(Leandro do Vale/Luís Portugal)

Tantos clicks! É ducarassas!

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